Testemunho de uma Oblata Leiga Filiada
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Vou tentar exprimir as coisas tais como eu as sinto no mais profundo de mim, na minha vida pessoal e profissional
Pela Oblação, aceitei de me deixar transformar dia após dia.
Aprendi a confiança, o abandono.
Na época, a caminhada fez-se rápida, irradiante, a Oblação me impelia sem cessar a ser mais, a fazer mais.
O meu ser de mulher casada, mãe de dois filhos, diretora duma escola católica, não tinha sido transformado mas o meu olhar, parecia-me mudado. Tornei-me mais atenta ao mundo que me rodeava, a minha escuta era maior, o meu sentido de acolhida mais aberto.
Nem sempre foi fácil, o caminho é muitas vezes pedregoso mas pude constatar que a força dada pelo meu compromisso me permitia, quaisquer que fossem as quedas, levantar-me e recomeçar.

Partilhei, desde o início, com o meu marido, este chamado recebido. Ele ajudou-me na minha caminhada respeitando o meu desejo de responder: “Presente”. Presente também ele, ativo quando era preciso, paciente quando era necessário, o nosso amor tornou-se mais forte.
Esta força que nos foi dada, tento partilhá-la com outros casais acompanhando-os particularmente nas passagens difíceis que por vezes a vida nos reserva.

Cada vez mais há leigos cristãos desejando caminhar e comprometer-se no Instituto como Oblatas. Pude encontrá-los e ajudá-los tanto quanto possível. Pudemos partilhar as nossas experiências e enriquecer-nos mutuamente pelas nossas situações diversificadas. Esta caminhada, estas permutas foram realizadas num grande respeito de cada pessoa afim de que os valores específicos de cada país não fossem negados ou sacrificados, mas sim, levados à sua plenitude.

Para mim, viver a minha Oblação hoje é simplesmente:
- responder: presente, na medida das minhas possibilidades;
- acompanhar aqueles que me chamam, nas suas dificuldades e sofrimentos;
- permanecer fiel aos valores essenciais de palavra, amizade e compromisso;
- dar testemunho do amor recebido tanto na minha vida de casada como na minha vida de Oblata;
- viver sobretudo, o melhor possível, a Palavra de Cristo, alimentar-me dela, e partilhá-la com os outros.

Maury Reynaud