Somos só um grupo de jovens solidários
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Joel é um jovem que mora na cidade de Malunga, na costa ocidental de Madagáscar. A sua vida e a de sua família foi difícil. É ele que nos fala do seu empenho em ajudar os outros.

Há muitos jovens que se deixam levar pelo álcool e pela droga. Eu faço parte do movimento dos escuteiros onde aprendemos a viver fraternamente : “amar os outros como a si mesmo”. Nunca me canso de dizer aos jovens do meu bairro para pararem de beber e de fumar... E quando um jovem conseguiu parar fiquei muito contente.

No meu bairro, paga-se uma certa quantia sempre que alguém morre. Há 6 meses, alguém morreu numa família e nem a associação de moradores, nem as pessoas do bairro apareceram, a família ficou sozinha com o seu defunto. Então, eu e mais alguns jovens resolvemos ajudá-la, preparando o caixão, ficando com ela no velório, indo buscar lenha para cozinhar, cavando a sepultura...

Percebemos que aquela família era uma das mais pobres do bairro e que quando era preciso pagar para um enterro (o que é muito frequente), ela nunca tinha dinheiro para isso.
Com mais alguns jovens, tentamos ajudar as pessoas, e não só nos enterros, também nos juntamos para limpar o bairro. Somos 25. Para a limpeza dos canais e para limpar as ervas, participamos plenamente. Não fazemos parte de uma associação reconhecida pelo estado, somos só um grupo de jovens solidários. Foi a comemoração do Dia 17 de Outubro que me convenceu a entrar para o Movimento ATD Quarto Mundo, porque gosto de ajudar os outros, embora seja pobre como Naoufal. Gosto das crianças e gosto de lhes ensinar coisas. Agora ando a tentar levar os meus amigos do bairro para o Movimento porque precisamos lá de jovens.
Gosto dos meus amigos e quando eles aparecem em minha casa e eu estou a comer, divido com eles o que está na mesa, apesar de nunca ir comer a casa deles.

No mês passado, a minha avó faleceu e veio muita gente do bairro ao funeral, porque os meus amigos e eu também ajudamos muito quando morre alguém.

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