Palavras de um amigo
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A privação do amor materno na primeira infância pode ter efeitos negativos sobre a saúde e desenvolvimento da personalidade nos indivíduos. Após a separação estas crianças procuram outras referências de apego, mantendo relações afectivas com outras crianças à semelhança da vinculação mãe-bebé.

Os irmãos ocupam um papel de destaque no contexto familiar, as crianças passam a maior parte do tempo na companhia dos seus pares, irmãos, o que faz com que assumam um importante papel de vinculação e estabilidade nas suas vidas. É obrigação das casas de acolhimento garantir cuidado substitutos como uma forma de tentar diminuir os danos causados pela privação dos pais nas crianças institucionalizadas.

Estudos mostram que a maioria das crianças institucionalizadas tem irmãos. É importante que estas relações íntimas que dão suporte à nossa sobrevivência e bem-estar e que compõe a nossa rede social, seja garantida permitindo que irmãos sejam acolhidos juntos. Os irmãos têm um importante papel protector, porém, para que isso seja possível é preciso que convivam, é preciso ter a oportunidade de compartilhar vivências, história, objectos, pessoas e sonhos ao longo do ciclo vital. É preciso garantir que os irmãos permanecem juntos nas casas de acolhimento e que possam dormir no mesmo quarto e realizar actividades juntos se quiserem, assim como é importante incentivar entre os irmãos, a manifestação de formas de cuidado, protecção, apoio emocional, demonstração de afectos. Os irmãos são os que nos são mais próximos. Vários psicólogos defendem que compartilhar cria vínculos e os vínculos criam vidas compartilhadas, o que faz com que a relação entre irmãos nas casas de acolhimento reúna boas condições de construção de vínculos, porque muitas vezes a relação com pais e demais familiares biológicos, está imersa em sentimentos contraditórios devido à ruptura e separação.

Na Ajuda de Berço acreditamos que estimular e promover as relações entre irmãos fortalece cada um enquanto indivíduo e enquanto grupo ajudando-os a lidar com as adversidades e aumentando a capacidade de estabelecer relações afectivas seguras e duradouras.

Sandra Anastácio, Presidente da Ajuda de Berço

Testemunhos

“Trabalhar na Ajuda de Berço é acordar a criança que existe em nós todos os dias e fazer com que o dia acabe cheio de sorrisos!" Ana Caixinha - Auxiliar de Educação

“Sou voluntária nesta Instituição há oito anos, nunca tinha feito voluntariado, por vezes pensei em desistir. Os dias foram passando, eu agradeço tudo o que aprendi a mais nesta instituição. É uma riqueza pessoal que não há palavras que possam descrever o que se vai sentindo semana a semana. Ser voluntária é maravilhoso, passamos a ser uma pessoa diferente por tudo o que aprendemos e recebemos." Ana Maria - Voluntaria

Os bebés e crianças da Ajuda de Berço têm beneficiado de momentos únicos e especiais de música e histórias promovidos pela Associação APAR. Estas sessões “Conticanto” foram oferecidas à Ajuda de Berço por queridos doadores que entenderam em conjunto com a equipa técnica da Ajuda de Berço, que as sessões de música poderiam beneficiar muito estas crianças com vidas difíceis, promovendo o seu desenvolvimento a todos os níveis (social, motor, cognitivo, etc..). Têm sido momentos encantadores que as crianças já aguardam semanalmente com muita expectativa. Temos notado grandes benefícios a nível individual e de grupo. Obrigada aos doadores envolvidos e à APAR pelo excelente trabalho desenvolvido e por proporcionarem estes “Bons Momentos” nas nossas duas casas!

Palavras de um amigo

A Ajuda de Berço é uma instituição que acolhe bebés cujos pais não tinham condições para ficarem com eles. A Ajuda de Berço é mais que uma Instituição, é uma família! Nela se pode encontrar muito amor e carinho! Eu sei bem disso tendo em conta que estive nas duas casas durante quase 6 anos! Passei lá este tempo todo e não podia estar mais agradecido a esta família que me ajudou a encontrar a família perfeita!

Para mim a Ajuda de Berço vai ser sempre uma casa, estou muito agradecido a esta família.

Rafael, jovem que esteve acolhido na Ajuda de Berço

Outros Testemunhos

“Gosto de cá estar porque sempre que chego cá de manhã sinto-me feliz. É inevitável! Sinto que cresci muito não só a nível pessoal como profissional. É uma segunda casa. Uma segunda família”. Gerson Nogueira - Motorista

“Ser voluntária da Ajuda de Berço é poder estar rodeada de crianças e ser livre para brincar, saltar, cantar, abraçar e dar colinho, muito colinho. E no final ficar de coração cheio com os afectos que recebemos de volta”. Teresa Tito - Voluntária