O desenvolvimento passa por uma tomada de consciência...temos que agir infatigavelmente sem ficarmos à espera de ajuda
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O Grupo de Mães Tabita (GMT) tem como objetivo proteger os direitos das mulheres congolesas e incentivá-las, especialmente aquelas que vivem num meio rural. É uma associação de mulheres que procura ajudar na luta contra todas as barreiras sociais, econômicas, políticas e culturais queas impedem de aceder a uma vida melhor. Elas organizamse nas suas aldeias para agir segundo as necessidades locais.
O grupo feminino é onde se desenvolve a reflexão e a ação localizada de base. Nele se reúnem os membros de uma aldeia para analisarem as situações, proporem soluções e lançarem as ações apropriadas para melhorar a vida e para que cada um se possa assumir. Além de reuniões nas aldeias e das ações de sensibilização sobre o VIH SIDA, realizamos em 2010 as atividades seguintes:
Como a agricultura continua a ser a nossa principal atividade, já que a maioria dos membros vive em meio rural, o grupo feminino encoraja cada membro a cultivar os produtos agrícolas locais. Mas o GMT Bandundu não consegue arranjar um meio de transporte para levar os produtos obtidos até à cidade de Kinshasa. Os seus membros são muitas vezes obrigados a vender a sua produção localmente a baixo preço, gerando assim o ciclo interminável de pobreza dessas mulheres, sem uma única oportunidade de acederem à autonomia.

Oito grupos femininos fabricam localmente produtos artesanais de limpeza: desinfectantes e sabão. Cinquenta e dois fabricam pães dentro de panelas visto não disporem de fornos, nem modernos, nem artesanais.

Há vários anos mobilizamo-nos que nem formigas para incentivar a poupança local. Chegamos a lançar (e sem nenhuma ajuda no começo) uma cooperativa de poupança e de crédito, que atualmente funciona perfeitamente.

Queremos continuar com todas estas atividades e lançar projetos econômicos, assim como um projeto de alojamentos sociais. Mas queremos também acompanhar as mulheres para que elas se impliquem no processo eleitoral em cursono nosso país durante as operações de revisão do ficheiro eleitoral, e para que elas possam ter uma função de observadoras durante as eleições.

O nosso dever é sensibilizar e ajudar as mulheres a melhorarem as suas condições de vida no dia-a-dia. Somos daquelas que pensam que não há desenvolvimento que não passe por uma tomada de consciência, e que temos de agir infatigavelmente, sem ficarmos à espera de ajuda.

YVONNE K., COORDENADORA   GMT, RDC

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