No domingo de Páscoa, à tarde, parti...
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Queridos amigos, Gostei particularmente do texto que me enviaram sobre a ação concreta de moradia realizada em Portugal: lindo! Sinal claro de ressurreição!
Lindo também esta Ajuda de Berço! Deus é bom e as pessoas o manifestam.

No domingo de Páscoa, à tarde, parti para Iberia, a 60 km do lado peruano, por onde passa o Rio Tahuamanu. No dia seguinte, com a companheira de Equipe Itinerante Joaninha e padre Liam, partimos subindo o rio de canoa motorizada, 14 horas, para visitar pela primeira vez uma aldeia indígena chamada Oceania. Nos pegou a noite no meio do caminho (rio) e tivemos que dormir numa da praias. Lá moram 18 famílias que faz dois anos sofreram, pois uma empresa madeireira queimou suas 18 casas aproveitando que estavam fora na cidade, pois não querem pessoas nessa área para que o governo lhes dê a concessão com direito a explorar a madeira. Eles reconstruíram suas malocas e estão pelejando para que o governo reconheça suas terras e a empresa seja punida.
  Eles são Jaminawa e Piro-Yine, e tiveram alguns contatos com “indígenas não-contatados”, que chamam de ‘parentes’ e que alguma vez apareceram por lá, pois são nômadas indo e voltando nesta ampla região. Primeiro apareceram 7 deles que vão na frente e, quanto tomaram confiança chegaram a contar uns 150, com mulheres e crianças. A língua é algo semelhante, pois vêm do mesmo ramo linguístico e um deles até fala sua língua e puderam entender-se. Deram a eles 10 cachos de banana como presente.

  Agora mesmo estou em Brasileia, a 110 km antes de Assis Brasil quem vem da capital do Acre, Rio Branco.  Aqui estou, conhecendo comunidades preciosas de gente simples que me acolhem como um irmão. Esta semana estive no interior, visitando 7 comunidades junto com o diácono leigo Lindomar.
 Quando voltar a Assis-Iñapari falarei com Joaninha. Pode ser que ela já tenha feito um relatório da comunidade que vistamos.
 
   Com muita amizade,
   Paco