A miséria não é uma fatalidade mas combatê-la é um trabalho a longo prazo
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Carta aos Amigos do Mundo 99

Como fazemos para mobilizar as populações? Nossa abordagem consiste em romper as barreiras que existem entre as populações rurais e nós mesmos (que vimos da cidade). Temos todos os mesmos direitos e além disso partilhamos suas preocupações. É todos juntos que poderemos vencer a miséria. Hassimi S., SEEPAT, Burquina Faso
 

Em 2017, pensei muito no Padre Joseph. Em como sua Correio experiência da pobreza se tornou numa fonte de força para lutar contra pobreza no mundo. Sua tenacidade e audácia apoiam-me no meu próprio empenhamento. Salome M., Quénia
 

« Obrigada pelas informações que me têm transmitido ao longo de tantos anos. As desigualdades continuam a existir a todos os níveis, mas enquanto houver esperança e utopia, haverá audácia para gerar ações meritórias. » Ana B., Portugal
 

Por onde começar, em 2018, para modificar o olhar que o resto da sociedade pousa sobre os mais pobres? Que fazer para que o mundo respeite a dignidade humana? Teremos que pensar muito e absorver todas as realidades para poder convencer, essas realidades alarmantes que vivemos no quotidiano ao lado das famílias desfavorecidas. Sem amor esse combate será impossível. Denise N., República Democrática do Congo
 

Vamos fazer com que as crianças isoladas, desfavorecidas e vulneráveis, combatam a pobreza podendo aceder à educação. As crianças que vivem a meu lado são extremamente pobres. Os pais são jornaleiros e ganham muito pouco dinheiro. Se não trabalharem, não ganham nada e não podem mandar os filhos à escola. Há 40 anos que dou aulas, estou chegando ao fim de minha carreira. Meu sonho era que essas crianças tivessem uma vida melhor, libertas da pobreza e do iletrismo. Anthony V., Índia
 

Aos 82 anos, tento continuar, mantendo mais ou menos o mesmo estilo de vida, a viver no bairro onde partilho a vida dos mais pobres. Federico C., Colômbia
 

A miséria não é uma fatalidade mas combatê-la é um trabalho a longo prazo. Através desta Carta aos Amigos do Mundo, com a ajuda destes exemplos tão simples, ponhamos em comum nossos empenhamentos e nossas iniciativas para que ninguém seja deixado de lado. Caros leitores, partilhem também com todos nós vossas observações e vossas experiências, no nosso portal ou por correio eletrônico ou postal

Como nos escreveu Abel B. da associação ONAJEU, em Haïti : « Construímos todos juntos e juntos conseguiremos. »